Incluo abaixo as fotos e escritos de minha autoria que constituíram esse ensaio. A revista pode ser lida em https://issuu.com/arebimboca/docs/revista_03/1?e=0
“Sonho é retrato que vemos olhos adentro, viver o mundo invisível rapidamente e sem controle, viagem sempre muito curta, desejo de ver mais o lado de dentro. Retrato é sonho que vemos olhos afora, matar o mundo visível lentamente, tempo necessário para a existência de uma lembrança, viagem para longe, desejo de ver o que lá fora já foi.”
“Por instantes tenho vontade de ficar pelo caminho. De pegar a estrada e ficar pelo caminho, daquele tipo que a alma sobe asfalto acima. Mas tenho livros para ler, flores para plantar, retratos para guardar.”
“Talvez tenha sido como foi porque estava na porta de saída e, por isso, alinhada com aquele olhar obscuro mas, assim mesmo, tão alegre e vivo. Talvez não. Quem sabe não fosse acaso, no qual insisto em querer acreditar mesmo que há anos tente, apesar do que começava ali, naquela fração de fôlego, começo de sorriso, primeira troca.”
“Como se a vida continuasse a me carregar em vez do contrário, pensei ter feito a escolha certa, tantas portas se abririam. Abandonei a única amiga que me acompanhou fielmente. Amiga imaginária, interior, que me vestia de longas saias e me fazia rodopiar ao som de tambores em contratempos. Abandonei mais um passado, transformando um presente tão rico de cultura e história em apenas mais um ponto de vista, mero retrato de um tempo que, como todo passado, fica espremido em grossos álbuns empoeirados.”




