terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Retratos

Em dezembro de 2014, fiz um ensaio fotográfico para a revista "A Rebimboca da Parafuseta" edição 03, do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica do Instituto Federal de Santa Catarina - Campus Geraldo Werninghaus, a convite de minha querida aluna Gisele Mehl, que é produtora e fotógrafa da revista.
Incluo abaixo as fotos e escritos de minha autoria que constituíram esse ensaio. A revista pode ser lida em https://issuu.com/arebimboca/docs/revista_03/1?e=0



 “Sonho é retrato que vemos olhos adentro, viver o mundo invisível rapidamente e sem controle, viagem sempre muito curta, desejo de ver mais o lado de dentro. Retrato é sonho que vemos olhos afora, matar o mundo visível lentamente, tempo necessário para a existência de uma lembrança, viagem para longe, desejo de ver o que lá fora já foi.”



 “Por instantes tenho vontade de ficar pelo caminho. De pegar a estrada e ficar pelo caminho, daquele tipo que a alma sobe asfalto acima. Mas tenho livros para ler, flores para plantar, retratos para guardar.”



“Talvez tenha sido como foi porque estava na porta de saída e, por isso, alinhada com aquele olhar obscuro mas, assim mesmo, tão alegre e vivo. Talvez não. Quem sabe não fosse acaso, no qual insisto em querer acreditar mesmo que há anos tente, apesar do que começava ali, naquela fração de fôlego, começo de sorriso, primeira troca.”




“Como se a vida continuasse a me carregar em vez do contrário, pensei ter feito a escolha certa, tantas portas se abririam. Abandonei a única amiga que me acompanhou fielmente. Amiga imaginária, interior, que me vestia de longas saias e me fazia rodopiar ao som de tambores em contratempos. Abandonei mais um passado, transformando um presente tão rico de cultura e história em apenas mais um ponto de vista, mero retrato de um tempo que, como todo passado, fica espremido em grossos álbuns empoeirados.”



 “Tal como o tudo pode ser nada, assim é a complexidade da imagem transcrita em palavras: deserto, fim de tarde, sol tórrido se despede e o fresco toma conta, trazendo consigo vórtices de poeira que me fazem baixar a cabeça e entrefechar os olhos. Sono profundo, tão cheio de significado quanto isento de qualquer explicação. E, assim como vieram, longos braços se vão e o frio me acorda. Tal como o nada é tudo o deserto se transforma em chuva, lava-me os olhos e renova-me a vida. Tardes que amo lembrar.”


3 comentários:

  1. Nossa Kathia! Que sentimental! Parece coisa de filme, as fotos! Lindo! Parabéns à Rebimboca! E para você também, Kathia! Tá mais bonita que a Mona Lisa! A última foto ficou divina! Adorei! Desculpe, mas não pude escrever antes. Estava na casa dos meu vô e lá não tem internet, quanto menos um computador.
    Beijos e sucessos!!!!!!!

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  2. Muito linda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    :-)))

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